UNIFACS renova Selo da Diversidade Étnico-Racial

UNIFACS renova Selo da Diversidade Étnico-Racial

Mais uma vez, universidade é reconhecida por ações que valorizam a diversidade e o enfrentamento a todas as formas de discriminação

A UNIFACS, que faz parte do Ecossistema Ânima, acaba de conquistar, mais uma vez, o Selo de Diversidade Étnico-Racial. A chancela foi concedida, nesta quarta-feira (15), no hotel Mercure, em Salvador, através da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR), órgão da Prefeitura Municipal responsável pelas políticas públicas de Promoção da Igualdade Racial.

Entre as iniciativas da universidade que levaram à conquista do selo está a implantação do Comitê Gestor da Diversidade, Direitos Humanos e Cultura da Paz, que atua desde 2016 e é formado por representantes da sociedade civil, professores, colaboradores e estudantes. Trata-se de um espaço multidisciplinar que se debruça sobre o tema e desenvolve políticas voltadas à diversidade na instituição.

“Quando consideramos que quase 50% da população brasileira se declara negra ou parda, mas, na Bahia, esse número chega a quase 80%, trabalhar a inclusão étnico-racial, gerar desenvolvimento e capacidade de crescimento para todas as raças significa desenvolver a cidade, o estado, e isso está na nossa missão, que é formar pessoas para transformar a sociedade”, sublinha a professora Luciana Buck, coordenadora dos projetos de Extensão e uma das representantes da universidade no evento.

De acordo com a professora Evelyn Esteves, coordenadora do Projeto de Extensão Baja, que também representou a universidade na cerimônia, os projetos de extensão têm um papel fundamental nesse reconhecimento. Eles conectam os alunos, professores, empresas, comunidade e governo sob o seguinte entendimento: de maneira conjunta, é possível transformar e impactar a sociedade com ações focadas nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) desenvolvidas por cada um desses agentes.

Ela frisa que os projetos são totalmente inclusivos e promovem a mobilização, sensibilização e desenvolvimento de toda comunidade local. “Os alunos colocam em prática o conhecimento aprendido em sala de aula em prol da comunidade, com o apoio dos professores, através de ações que valorizam cada indivíduo, desenvolvendo e respeitando seus valores e cultura, direcionadas à responsabilidade socioambiental, buscando envolver a todos, em seus principais desafios e soluções para as necessidades sociais, através da pluralidade e interdisciplinaridade de cada projeto”, avalia.

Atualmente, há 25 projetos de extensão onde o tema diversidades é abordado de forma direta e indireta na universidade, cuja responsabilidade socioambiental e o apoio à diversidade fazem parte de seus valores formalizados e seus princípios básicos. A instituição também promove discussões públicas sobre o tema através do Festival Unifacs de Sustentabilidade, Cultura e Arte (FUSCA), do Núcleo de Prática e Orientações Socioassistenciais (Nós) e do Centro de Cidadania (CeCi). A UNIFACS também adota política de recrutamento de professores negros e busca criar um ambiente cada vez mais acolhedor, onde o contraditório e a diversidade são sempre bem-vindos.

Além da concessão do Selo, durante o evento também foi realizada uma palestra com o tema “O Impacto da Pandemia na Diversidade Étnico-Racial”. Duas das quatro palestrantes foram estudantes da UNIFACS. Trata-se de Jamile Menezes, ex-aluna da Especialização em Influência Digital, que falou sobre o tema “Afroempreendedorismo: Pandemia e Inovação”, e Rejane Mira, ex-aluna de Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Urbano (PPDRU), que abordou a temática “Turismo Étnico Afro-Vetor de Reconhecimento e Empoderamento”.

Sobre o Selo

De acordo com a SEMUR, o Selo da Diversidade Étnico-Racial representa uma política pública de sensibilização das instituições que, para além da responsabilidade social, terá a Diversidade Étnico-Racial como aliada na geração de aprendizado e criatividade. Ao obter o Selo, as instituições assumem o compromisso de fazer um censo étnico-racial e desenvolver ações de combate ao racismo no ambiente institucional, apresentando propostas que serão analisadas por um Comitê Gestor, composto de organizações representativas do segmento governamental e da sociedade civil organizada.

A concessão do selo é renovada anualmente e, para se garantir entre os premiados, as instituições e empresas devem atender a diversos critérios pré-estabelecido pelo Comitê Gestor. As organizações contempladas precisam seguir um plano de trabalho. Ao receber o selo, elas assumem um compromisso com o município de promover ações de combate ao racismo.

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