FOTO: BRISA CARVALHO / AVERA

Brechó EcoSolidário presta serviços de saúde e promove atividades socioculturais no Parque da Cidade

João Victor Greco e Milena Lopes/Avera – Agência de Notícias do Curso de Jornalismo

A 11ª edição do Brechó EcoSolidário promoveu uma série de ações socioambientais ao público de todas as idades nos dias 28 e 29 de outubro, das 9h às 17h. O evento ocorreu no Parque da Cidade e contou com tendas e atividades culturais, ambientais, holísticas e sociais. Organizado pela Coordenação de Extensão, o evento contou com uma feira de economia solidária, aulas de ioga, atividades de educação ambiental, apresentações de música e dança, além de atividades de promoção à saúde e exposição dos projetos de extensão comunitária desenvolvidos pelos professores e alunos da universidade.

Dentre as inúmeras atividades da programação aconteceu um mercado de trocas de bens usados por meio do “Grão” – uma moeda social própria do evento – que tem como objetivo incentivar um consumo mais consciente e menos mercadológico. Neste “comércio solidário” todo item doado tem o mesmo valor: um Grão. Apesar de a data ainda não ter sido definida, a próxima edição do Brechó EcoSolidário já está confirmada para 2018. Além disso, o Grão continuará sendo a moeda do evento, afinal, o consumo responsável é um dos principais pilares do projeto.

FOTO: JOÃO VICTOR GRECO / AVERA

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De acordo com Patrícia Pastori, coordenadora de Extensão, o Brechó é uma prática de economia solidária que nasceu em 2006 e que, nesta edição, contou com 91 ações e envolveu 3,5 mil pessoas engajadas para fazer o evento acontecer. “O interessante desse projeto é que a gente consegue fazer uma articulação muito grande com a sociedade civil, outras instituições de ensino superior e, também, parceiros públicos”, explica. “O mais importante disso é fazer com que os estudantes e professores se engajem e saiam do ambiente das salas de aula e possam compartilhar com a comunidade o conhecimento adquirido na academia”, completa.

Além disso, Patrícia conta que a 11ª edição do Brechó integra a ação de encerramento do The Global Day of Service (GDS), uma mobilização internacional da Rede Laureate, que movimenta universidades em todo o mundo em prol da promoção de impacto social positivo nas comunidades. “Com o lema ‘Unifacs is here for good’, nossos professores e alunos desenvolveram, durante um mês, atividades do GDS que vinham acontecendo nas comunidades parcerias da universidade”, informa.

Programação – No primeiro dia, dois projetos de extensão do curso de Enfermagem organizaram atividades interativas com os visitantes. O Amigas d’Leite, por exemplo, é um projeto de pesquisa e extensão, orientado pela professora Flávia Pimentel Miranda, que promove a estimulação e orientação do aleitamento materno desde 2013 em maternidades de Salvador. A professora explica que, para o Brechó, foi criado o Espaço Kids, que, segundo ela, teve o objetivo de desviar a atenção das crianças da tecnologia, isto é, do tablet e do celular, a fim de estimular a ludicidade, resgatando algumas brincadeiras, como elástico, tiro ao alvo, boliche, pula corda, dentre outras.

A Liga de Enfermagem em Obstetrícia e Neonatologia (LAEON), presidido pela aluna Thiali Duarte e orientado pela professora Graciele Menezes, foi outro projeto que marcou presença no evento. Trata-se de uma atividade voltada para a promoção da saúde da mulher e acompanhamento neonatal. No Brechó, as meninas da Liga propuseram a educação em saúde, informando sobre o câncer de mama e de colo de útero, bem como os cuidados maternos e fetais.

FOTO: JOÃO VICTOR GRECO / AVERA

FOTO: JOÃO VICTOR GRECO / AVERA

 

FOTO: KAUAN DE MORAES / AVERA

FOTO: KAUAN DE MORAES / AVERA

Como o tema “Africanidades”, cerca de 200 alunos e professores de Serviço Social da instituição puderam apresentar ao público um pouco do que está sendo discutido no Projeto Interdisciplinar do curso. História, literatura, cinema, saúde, religiosidade, cultura africana e afro-brasileira foram alguns dos tópicos abordados. De acordo com a coordenadora do curso, Suzana Coelho, há uma inquietação por parte dos estudantes em falar sobre questões relacionadas à África, já que a Bahia é o estado brasileiro com a maior população negra.

Na ocasião, Suzana informou que foi feita uma parceria com o Grupo Empresarial Aldeia, constituído por nove empresas que atuam em território angolano e brasileiro. O Grupo tem como meta contribuir para o desenvolvimento humano, social e econômico dos países onde atua. “Como temos estudantes de Angola na UNIFACS essa experiência está sendo muito enriquecedora”, disse.

Uma das exposições supervisionadas por Suzana versou sobre a história do Candomblé, a construção do sincretismo religioso e o protesto contra a intolerância religiosa. A tenda foi planejada por professores e alunos que abraçaram a importância de tratar do assunto e disseminar o respeito às práticas religiosas. Segundo informações da professora Ilsa Carla, que orientou a equipe, apesar de 70% dos membros serem praticantes de outras religiões, isso não foi empecilho para o projeto.

Arte, cultura e meio ambiente – A tenda de Arte Reciclada apresentou, nos dois dias do evento, a exposição de artes plásticas dos alunos de Arquitetura e o trabalho de duas artesãs do Pelourinho Dia e Noite. A amostra focou na produção feita a partir do reaproveitamento de materiais que seriam descartados. As artistas Dina Santos e Sarah Sousa consideraram que o Brechó foi mais um espaço para divulgar os seus trabalhos. Já para os estudantes da universidade, a amostra foi interessante para expor o que é feito internamente através dos projetos Reciclarte e Corredores de Identidade.

FOTO: YURI GIRARDI / UNIFACS

FOTO: YURI GIRARDI / UNIFACS

O Projeto Alegria de Viver, formado por professores que oferecem cursos e acompanhamento para cerca de 300 idosos na cidade de Candeias, também integrou a programação do Brechó. O grupo da terceira idade foi representado por mulheres que cantaram músicas em coral e dançaram samba de roda no palco principal. Segundo a professora de música, Cícera Luiza, o projeto oferece, além de música e dança, oficinas de artesanato, pintura e acompanhamento médico.

Na manhã do domingo, o grupo Movimento Erê na Praça se apresentou no palco principal do Brechó. As crianças cantaram, dançaram e tocaram percussão usando latas e tambores como instrumentos. Segundo Uiliane Monteiro, uma das fundadoras do projeto, o Erê na Praça conta com a participação de 17 crianças e adolescentes da cidade. Eles trabalham com música afro e consciência ambiental a partir de oficinas utilizando materiais recicláveis. O grupo faz seus ensaios e encontros nas praças públicas do bairro da Cidade Nova, em Salvador. “Nossa sede é na rua”, acrescentou Uiliane.

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Yuri Girardi